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Notícias Santo Augusto

IFFar promove campanha alusiva ao Novembro Azul nas redes sociais

Publicado em Terça, 10 de Novembro de 2020, 17h00 | por Ascom Santo Augusto | Voltar à página anterior

Durante o mês de novembro, o IFFar irá divulgar uma série de posts com informações sobre o câncer de próstata. A campanha, alusiva ao Novembro Azul, mês de conscientização sobre a doença, será divulgada nas redes sociais.

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Ao longo deste mês, o IFFar irá compartilhar informações essenciais sobre o câncer de próstata, esclarecendo sobre as formas de prevenção e de tratamento, sobre a importância da realização de exames e do diagnóstico precoce para a cura da doença, além de alertar sobre os fatores de risco e os principais sintomas. O público poderá acompanhar as publicações pelo Facebook e pelo Instagram do IFFar.  

No dia 30 de novembro, às 15h, o setor de saúde do IFFar irá realizar uma live sobre o tema para conscientizar sobre a doença e para responder às dúvidas do público. A live será transmitida pelo canal da WebTV do IFFar no YouTube.

O movimento Novembro Azul teve início em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.  A cada 10 homens diagnosticados, 9 têm mais de 55 anos. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, até o final de 2020, 65.840 casos sejam diagnosticados no Brasil.

Alguns tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³, que não chega a dar sinais durante a vida.

O que é a próstata

A próstata é uma glândula masculina, localizada na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). 

A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A função da próstata é produzir parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, que aumenta com o avançar da idade.

Sintomas da doença

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

- dor óssea
- dor ao urinar
- vontade de urinar com frequência
- presença de sangue na urina e/ou no sêmen

Fatores de risco

*Idade: tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam após os 50 anos.

*Obesidade: o excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.

*Histórico familiar: pai ou irmão com a doença antes dos 60 anos.

*Exposição a determinados compostos químicos, como aminas aromáticas (comuns nas indústrias química e mecânica), arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas.

Prevenção e diagnóstico

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para realização de exames. 

Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como biópsia e ultrassom transretal.

Exames

O exame de toque retal e o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico) são os principais meios para detectar a doença precocemente, aumentando as chances de cura e possibilitando tratamentos menos invasivos.

Tratamento

A indicação da melhor forma de tratamento depende de vários aspectos, como estado de saúde atual, situação da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade, há a opção da vigilância ativa, com monitoramento periódico da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

Fonte: INCA – Instituto Nacional de Câncer e Atlas de Mortalidade por Câncer.

 
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